O governo cubano anunciou a adoção de preços variáveis para combustíveis nos postos a partir de 15 de maio, com tabelas definidas pelo fornecedor, custos de transporte, seguros e riscos de mercado. A medida visa refletir os custos reais de importação na Ilha.
A mudança ocorre em meio ao bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, que vem pressionando a oferta. Em Havana, dois semanas de quase ausência de gasolina e diesel nos postos estatais ajudaram a acelerar a decisão.
Segundo o Ministério de Finanças e Preços, os preços serão divulgados publicamente e podem variar de um posto para outro, conforme as condições de cada fornecedor. O governo afirma que múltiplos atores já atuam na importação em moeda estrangeira.
A adoção de novas regras ocorre após medidas de fevereiro que liberaram a importação privada de combustível, independentemente do Estado. O ministério não detalhou quem são os importadores nem as rotas de entrega.
Até março, fornecedores americanos enviaram combustível para empresas privadas cubanas, sob uma exceção dos EUA para o setor privado. O Departamento de Estado sustenta que esse material é destinado apenas a esse segmento.
O preço anterior da gasolina premium em Havana era de US$ 1,30 por litro, e o diesel saía por US$ 1,10. O abastecimento, porém, continuava limitado e com forte racionamento desde o início do ano.
Enquanto o mercado formal sofre, o preço no paralelo oscila entre US$ 8 e US$ 10 por litro, muito acima do poder de compra da maioria dos cubanos. Analistas observam impacto direto na mobilidade e nos serviços públicos.
Especialistas da ONU apontaram, na semana passada, que o embargo de combustível é ilegal e prejudica direitos básicos, como alimentação, saúde, água e educação, reforçando críticas internacionais ao bloqueio.
Contexto econômico
Trump disse publicamente nesta terça que Cuba está pedindo ajuda e que haverá conversa, sem detalhes sobre planos dos EUA. O presidente americano não confirmou abordagem específica e partiu para a China.
A Casa Branca não forneceu informações adicionais sobre negociações com Cuba. Representantes do Departamento de Estado também não comentaram o tema até o fechamento desta edição.
O governo cubano mantém comunicação com parceiros comerciais para ampliar fontes de importação. Não houve confirmação de novas parcerias ou de impactos diretos sobre o preço ao consumidor.
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