O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que o governo norte-americano está pronto para iniciar diálogo com Cuba. A declaração veio em uma publicação no Truth Social, na qual Trump descreveu Cuba como uma nação em falência que estaria buscando ajuda internacional.
Segundo o próprio presidente, não houve abordagem de membros do seu partido sobre o tema, mas ele se mostrou aberto a negociações. Ainda no post, Trump indicou que a conversa ocorreria enquanto enfatizava estar em rota para a China.
A sinalização ocorre em meio ao endurecimento da política externa dos EUA contra Havana. O governo americano intensificou sanções a entidades cubanas ligadas aos setores de energia, mineração, segurança e defesa, incluindo a empresa estatal Gaesa.
O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu as sanções, afirmando que as medidas não têm como alvo o povo cubano, mas uma empresa que, na visão dele, desvia recursos para beneficiar poucos.
CUBA reagiu com firmeza às declarações de Trump. O governo de Miguel Díaz-Canel disse que responderá a qualquer tentativa de agressão e classificou as ações israelistas de Washington como perigosas, mantendo o discurso de repúdio ao embargo econômico.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba chamou as sanções de ato de agressão econômica implacável e reiterou a oposição ao embargo histórico imposto pelos EUA desde a década de 1960.
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