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Relatório israelense acusa Hamas de violência sexual nos ataques de 7/10

Comissão israelense aponta violência sexual como eixo dos ataques de 7 de outubro, classificando tais crimes como guerra, contra a humanidade e genocídio

1 de 1 Imagem colorida mostra Abu Obeida, ex-porta-voz do Hamas - Metrópoles - Foto: NurPhoto/Corbis via Getty Images
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A comissão civil israelita divulgou nesta terça-feira um relatório de 300 páginas acusando o Hamas e outros grupos palestinos de violência sexual sistemática durante o ataque de 7 de outubro e suas consequências. A investigação foi conduzida ao longo de dois anos e se baseia em testemunhos, imagens originais, entrevistas e documentos oficiais.

Segundo o documento, a violência sexual e baseada no gênero ocorreu em vários locais e fases do ataque, incluindo o sequestro, a transferência e o cativeiro dos reféns. A comissão descreve táticas de violência sexual e tortura usadas para manter o terror e a humilhação das vítimas.

A comissão afirma, de forma inequívoca, que esses crimes foram centrais para o ataque de 7 de outubro e para o cativeiro, caracterizando-os como crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio sob o direito internacional. Muitas vítimas não sobreviveram; outras ainda sofrem traumas profundos.

O relatório destaca o objetivo de assegurar reconhecimento do sofrimento das vítimas e oferecer uma base factual e jurídica para responsabilização dos perpetradores perante a justiça. O documento ressalta que a prova reunida é extensa, incluindo testemunhos e registros provenientes dos locais dos ataques.

Paralelamente, em março de 2024, a Representante Especial da ONU para Violência Sexual em Conflitos afirmou ter evidências claras de estupros e torturas durante o ataque e no cativeiro de reféns em Gaza. O Hamas nega as acusações.

A publicação coincide com a aprovação, na véspera, pelo parlamento israelense, de um tribunal militar especial com poderes para aplicar a pena de morte a palestinos acusados de participação no ataque de 7 de outubro. Estima-se que cerca de 400 detidos enfrentarão esse tribunal, sob diversas acusações.

A legislação autoriza a possibilidade de condenação à morte, algo que não ocorre em Israel desde 1962, quando foi executado Adolf Eichmann. O ataque de 7 de outubro deixou mais de 1.221 mortos em Israel, muitos civis, e 251 sequestrados, com 41 falecimentos ocorridos no cativeiro. Na Faixa de Gaza, a retaliação feroz deixou mais de 72 mil mortos.

Este tema compõe o fio da notícia sobre o conflito e as investigações internacionais em curso, com foco em dados verificados e sem julgamentos ou opiniões pessoais.

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