Cuba enfrenta escassez de diesel e óleo combustível, informou o ministro da Energia, Vicente de la O Levy. Em entrevista à imprensa estatal, ele ressaltou que há reservas limitadas de gás, mas o sistema elétrico continua em estado crítico devido ao bloqueio liderado pelos EUA, que reduz o fornecimento de petróleo.
Em Havana, desabafos de ruas e protestos esparsos sobre quedas de energia foram observados nesta semana, conforme a Reuters. O país atribui a escassez à continuidade do embargo norte-americano, que aperta o fluxo de óleo.
O ministro explicou que, com o apagão em algumas áreas da capital, há períodos de 20 a 22 horas sem energia. Hospitalizações, escolas e repartições públicas têm enfrentado dificuldades operacionais, impactando o turismo, motor da economia cubana.
Cuba normalmente depende de Venezuela e México para suprir sua refinaria. Contudo, ambos reduziram o fornecimento nos últimos meses, após sinalização de tarifas dos EUA a países que enviam combustível à ilha.
Além disso, o governo cubano nega ter recusado ajuda humanitária de US$ 100 milhões oferecida pelos Estados Unidos. Washington reiterou a oferta, propondo a distribuição via Igreja Católica e organizações humanitárias confiáveis.
As autoridades norte-americanas afirmam que a decisão de aceitar ou rejeitar a assistência cabe ao regime cubano, destacando a importância de ajuda vital para a população. O embargo ganhou novo impulso no começo de maio.
O chanceler cubano Bruno Rodríguez classificou as sanções como ilegais e abusivas, em resposta às medidas dos EUA. O tema tem sido alvo de críticas e de debates sobre impactos humanitários e diplomáticos.
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