O Summit Valor Brazil-USA, em Nova York, abriu a edição com um painel sobre como as eleições no Brasil (outubro) e nos EUA (novembro) podem influenciar as relações bilaterais. Assuntos como tarifas, minerais críticos e cooperação econômica estiveram em pauta.
Participaram do debate Joe Borelli, da linha republicana, e Mary Anne Marsh, da ala democrata. A mediação ficou a cargo de Flávia Barbosa, diretora dos jornais O Globo e Extra. O tema central foi o papel do Congresso americano na relação com o Brasil.
Tudo depende, segundo Borelli, das eleições em ambos os países, que podem redefinir tarifas e agendas de comércio. O encontro Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca, na semana anterior, foi citado como indicativo de uma relação amistosa, ainda que com discordâncias.
Marsh apontou que a ausência de uma entrevista coletiva conjunta após a reunião pode sinalizar expectativas nem sempre alinhadas. Ela afirmou que, com resultados no Congresso, muitas medidas de comércio podem ser revistas. Também destacou a sensibilidade de Trump a preços de energia.
A discussão tratou ainda da influência brasileira na disputa por minerais críticos. Borelli disse que o Brasil pode se tornar fornecedor estratégico para os EUA, com investimentos de empresas americanas desde que haja segurança na cadeia produtiva.
Perspectivas e cenários
Marsh comentou que, caso os democratas obtenham maioria na Câmara e no Senado, mudanças em tarifas e políticas comerciais são prováveis. A fala também mencionou o impacto da guerra e da alta dos combustíveis sobre a opinião pública americana.
Borelli reforçou o papel do Brasil na disputa com a China, ressaltando o interesse republicano em fortalecer parcerias e a participação do Brasil na cadeia de suprimentos dos EUA. A colaboração envolveria desenvolvimento de componentes para a indústria norte-americana.
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