O ataque russo a Kiev, capital da Ucrânia, deixou ao menos 24 mortos e mais de 40 feridos na madrugada de quinta-feira, 14 de maio. A ofensiva envolveu centenas de drones de ataque e dezenas de mísseis, atingindo prédios residenciais, uma escola e uma clínica veterinária.
A Força Aérea ucraniana informou que 675 drones e 56 mísseis foram lançados pela Rússia. Defesas aéreas teriam derrubado 652 drones e 41 mísseis durante a ação.
Entre as vítimas, foram encontrados os corpos de três homens, três mulheres e uma criança, após a destruição de um bloco residencial em Kiev. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que mais de 20 locais na cidade foram danificados.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou cerca de 40 feridos na capital, incluindo duas crianças. Também houve feridos nas regiões de Odessa, Kherson e Kharkiv, no sul e nordeste do país.
A Rússia informou, na sexta-feira, que ataques ucranianos em Ryazan mataram quatro pessoas e deixaram pelo menos 12 feridos. O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado 355 drones ucranianos destinados a Moscou e a áreas fronteiriças.
Contexto do cenário diplomático
O governo russo manteve declarações de que a ofensiva prossegue com operações de defesa, enquanto líderes ocidentais avaliam perspectivas de paz. O Kremlin já havia sinalizado retomada de negociações, mas os ataques recentes dificultam qualquer trégua.
Repercussos na região
Observadores destacam que os ataques atingiram infraestruturas civis, elevando o risco humanitário. Em Kiev, serviços de resgate atuaram para apagar incêndios e resgatar moradores de escombros.
O presidente ucraniano pediu aos aliados que não permaneçam em silêncio diante do que chamou de provocação militar. O episódio ocorre em meio a um cessar-fogo breve, que coincidiu com datas históricas relevantes.
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