A Frente Paydari, facção ultrarradical do Irã, ganha força sob o patrocínio do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei. O grupo atua para sabotar negociações de paz com EUA e Israel, defendendo confronto total e resistindo ao Ocidente.
Criada em 2012, a Frente de Sustentabilidade da Revolução Islâmica defende de forma firme os princípios da ditadura islâmica de 1979. Seu objetivo é impedir concessões ao Ocidente e manter o confronto como eixo da política externa.
Mojtaba Khamenei, que assumiu o posto após a morte do pai, é apontado como principal patrono político e financeiro da facção. O apoio dele aumenta a influência do grupo nas decisões de Estado.
Relação com o aparato militar
A influência se estende à Guarda Revolucionária Islâmica, com comandantes jovens participando de acampamentos dirigidos pela Frente Paydari. Analistas apontam que isso pode favorecer uma postura mais ideológica e menos pragmática.
Motivação para sabotagem de negociações
Ao mesmo tempo em que há convites para reuniões no Paquistão, a Paydari utiliza canais oficiais e redes sociais para atacar moderados e desqualificar o diálogo. O grupo vê negociações como humilhação e defende rendição total dos EUA como única saída.
Oposição interna no Iran
Figura tradicionais, como Mohammad Bagher Ghalibaf, tentam conter o avanço do grupo. Contudo, a eliminação de líderes veteranos na atual guerra facilitou o espaço da facção, que hoje representa um risco real à estabilidade regional.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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