Um cidadão americano que atua na República Democrática do Congo testou positivo para Ebola, segundo o CDC dos EUA. O caso ocorreu após o aparecimento de sintomas no fim de semana; o resultado saiu na noite de domingo. A pessoa será transferida para tratamento na Alemanha.
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira. A transferência visa garantir cuidados especializados e monitoramento médico adequados.
A Organização Mundial da Saúde declarou surto do vírus Bundibugyo como emergência de saúde global. A atuação internacional amplia a vigilância em áreas afetadas e aumenta a cooperação entre países.
Medidas de fronteira e monitoramento
O CDC emitiu ordem para suspender a entrada de viajantes que partiram ou estiveram na RD Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias, visando impedir a propagação. A restrição vale por 30 dias, com exceções para alguns americanos.
Cidadãos americanos, residentes legais, militares vinculados aos EUA, funcionários do governo no exterior, seus cônjuges e filhos ficam protegidos por isenções. Outras exceções podem ser aprovadas pelo Departamento de Segurança Interna.
O CDC ressalta que o período de incubação pode chegar a 21 dias, o que aumenta o risco de deslocamento de infectados ainda sem sintomas. Por isso, aumenta o rastreamento de viajantes e a vigilância de contatos.
A agência também coordena com companhias aéreas e autoridades portuárias para gerenciar pessoas potencialmente expostas. Hospitais em todo o país devem manter prontidão, com capacidade de testes e resposta rápida.
O CDC informou que continua mobilizando equipes para apoiar as ações de contenção nas regiões afetadas. O risco imediato para o público americano é considerado baixo neste momento. A evolução da situação será acompanhada.
*Com informações da Reuters*
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