A província de Alberta vai realizar um referendo não vinculante em outubro para consultar a população sobre a possibilidade de deixar o Canadá. A premiê Danielle Smith anunciou a medida, dizendo que a votação não desencadeará imediatamente a separação, mas abrirá o caminho para um referendo vinculante futuramente, caso haja apoio suficiente. A decisão foi divulgada em transmissão nacional.
Smith afirmou que é hora de os albertanos expressarem sua vontade sobre o tema e que não seria útil manter o debate de forma indefinida. A votação de outubro seria a primeira discussão pública sobre separação em uma província fora de Quebec na história do país.
O governo de Alberta vê a consulta como um marco simbólico, enquanto o governo federal permanece firme em defender a integridade do país. O ministro do Comércio Interno, Dominic Leblanc, destacou que o Canadá segue buscando uma frente unida para enfrentar questões econômicas e comerciais com os Estados Unidos.
Contexto político e apoio público
Pesquisas indicam apoio à separação de Alberta em torno de um terço dos eleitores. Grupo separatista Stay Free Alberta criticou a iniciativa, alegando que a proposta cria um referendo sobre um referendo e não reflete a vontade de muitos que desejam votar pela independência direta.
Smith, alvo de críticas por ajustar regras para provocar o referendo, manteve posição favorável à belonging de Alberta ao Canadá. Ela ressaltou que pretende votar pela manutenção da província no país e afirmou que o governo pressionou o governo federal para reverter políticas ambientais de administrações anteriores.
O debate sobre a possível separação reacende a sensibilidade histórica no Canadá, especialmente após o referendo de 1995 em Quebec. Naquele episódio, Ottawa criou regras que condicionam qualquer movimento de independência provincial, definindo etapas que devem ser cumpridas antes de negociações.
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