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Putin promete vingança após responsabilizar Kyiv por ataque em Luhansk que matou seis

Putin promete retaliação após atribuir ataque a dormitório em Luhansk; Kiev nega responsabilidade e afirma ter mirado unidade de comando de drones

Rescuers work amid the debris of a destroyed dormitory building of the Starobilsk College of Luhansk Pedagogical University following what Russian-installed authorities called a Ukrainian drone strike.
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Vladimir Putin atribuiu a Ucrânia a responsabilidade por um suposto ataque de drones contra um dormitório estudantil em Starobilsk, cidade na região de Luhansk sob controle russo. Segundo o presidente russo, ele ordenou à defesa preparar opções de retaliação após o ataque, que deixou seis mortos e dezenas feridos.

A Ucrânia negou as acusações, afirmando que as ações teriam mirado apenas a máquina de guerra russa. O governo ucraniano sustenta que o alvo foi uma unidade de comando de drones de elite na área. O episódio ocorreu em meio a acusações cruzadas entre Moscou e Kiev.

Putin disse ainda, em discurso transmitido pela TV estatal, que 15 pessoas estavam desaparecidas. Em resposta, o embaixador ucraniano na ONU rejeitou as acusações de crimes de guerra como parte de uma propaganda, destacando que as operações visaram desmantelar a infraestrutura ocupante.

Situação na região de Luhansk

Resgates trabalham entre escombros de um dormitório do Starobilsk College, ligado à Universidade Pedagógica de Luhansk, após o que as autoridades apoiadas pela Rússia classificaram como ataque de drone ucraniano. A região permanece sob controle russo.

Em paralelo, a agência de energia da Ucrânia informou que houve fogo em uma subestação de 750 quilovolts, provocando o desligamento parcial de uma usina nuclear local, com bombeiros tentando debelar o incidente a pedido do operador da rede.

Reações e desdobramentos internacionais

O presidente checo Petr Pavel pediu que a Otan demonstre firmeza frente às provocações russas, sugerindo respostas contundentes. A ideia é reforçar a dissuasão diante de ações na linha de frente leste da aliança.

A Agência Internacional de Energia Atômica confirmou que autoridades ucranianas comunicaram o fogo na subestação e que uma usina nuclear ficou parcialmente desconectada das fontes externas de energia, sob supervisão das equipes de operação.

Ataques e movimentos de força

Danos ocorreram a um terminal de petróleo na região de Novorossiisk, no mar Negro, com dois feridos. O corpo de bombeiros local relatou que destroços provocaram incêndio em estruturas técnicas e administrativas.

Na sexta, Kiev disse ter atingido 11 instalações de petróleo russas, incluindo Kirishi, uma das maiores refinarias. As ações fazem parte de uma série de ataques a infraestrutura econômica russa em território próximo à fronteira.

Contexto político e militar

Milhares de ucranianos saíram às ruas de Kiev para protestar contra um projeto de lei que trata do status de militares ausentes, que pode antecipar a declaração de mortes. Mais de 90 mil pessoas constam como ausentes no registro da Ucrânia.

Nos Estados Unidos, o número de tropas na Europa deve cair, segundo o Secretário de Estado Marco Rubio, citando reorganização de compromissos. O tema surge em meio a debates sobre apoio militar à Ucrânia e a outros aliados no leste europeu.

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