O número de mortes em decorrência do Ebola na República Democrática do Congo (RDC) subiu com a morte de três voluntários da Cruz Vermelha. Eles faleceram entre 5 e 16 de maio, após contraírem o vírus em 27 de março, durante manejo de corpos em uma missão humanitária não vinculada à crise sanitária vigente. A confirmação veio nesta sexta-feira.
A Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) lamenta a perda dos voluntários Alikana Udumusi Augustin, Sezabo Katanabo e Ajiko Chandiru Viviane. A organização destacou a coragem dos voluntários que atuavam em áreas de alto risco para ajudar comunidades vulneráveis.
Conforme o último levantamento do CDC, com dados dos ministérios da Saúde da RDC e de Uganda, há 744 casos suspeitos e 83 confirmados. O total de mortes aponta 176, com pelo menos quatro profissionais de saúde entre as vítimas na RDC. A transmissão envolve a cepa Bundibugyo, sem vacina licenciada até o momento.
Perigo e desafios
A OMS elevou o nível de risco da epidemia na RDC de alto para muito alto, classificado como emergência de saúde pública de importância internacional, desde 16 de maio. A ausência de imunizante aumenta a necessidade de resposta internacional coordenada.
O compartilhamento de amostras, o rastreamento de contatos e a vigilância em fronteiras enfrentam entraves causados por conflitos armados e deslocamentos forçados. A logística de transporte de amostras para laboratórios e a mobilidade populacional ampliam o desafio de conter o surto.
Medidas e cooperação
Agências internacionais, incluindo o CDC, trabalham com autoridades locais para reforçar vigilância, triagem de viajantes e controles em pontos de entrada. Forças locais e organizações humanitárias recebem apoio para manter a assistência às comunidades afetadas.
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