O governo dos Estados Unidos proibiu temporariamente a entrada de portadores de green card que tenham viajado para a República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. A medida tem duração inicial de 30 dias e visa evitar a entrada de Ebola no território americano.
A orientação, publicada na sexta-feira, é parte de um esforço ampliado de controle sanitário. Autoridades destacam que a restrição também envolve a possibilidade de negar a entrada de residentes permanentes legais, não apenas de cidadãos.
Segundo o CDC, cidadãos que retornarem dessas três nações passam a ter um segundo ponto de triagem nos EUA, além do aeroporto de Dulles, em Washington. O órgão também ampliou a triagem de Ebola para o aeroporto de Hartsfield-Jackson, em Atlanta.
Expansão de medidas e contexto sanitário
A saúde pública americana aponta limitações de recursos para conter doenças transmissíveis. A CDC afirma que o uso dessa autoridade busca equilíbrio entre saúde pública e atuação emergencial.
A Organização Mundial da Saúde elevou o risco associado à cepa Bundibugyo da Ebola a nível de “muito alto” na região afetada. O órgão declarou emergência de saúde internacional para Congo e Uganda.
Panorama regional e eventos recentes
A África CDC informou que 10 países africanos estão sob risco de Ebola, listando: Angola, Burundi, Central African Republic, Congo, Etiópia, Quênia, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.
Relatos na RDC indicam ataques a centros de tratamento, com incêndio em uma unidade de atendimento. Também houve saída de 18 pessoas suspeitas de infecção do local onde eram tratados os pacientes.
As autoridades locais da RDC suspenderam velórios e reuniões com mais de 50 pessoas para tentar conter a transmissão. A situação segue sob vigilância internacional e nacional.
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