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Evo Morales exige novas eleições após protestos na Bolívia

Bloqueios de estradas na Bolívia pressionam Paz a renunciar; crise econômica agrava desabastecimento e tensões entre grupos pró e contra o governo

Evo Morales (à esq.) pede renúncia do atual presidente, Rodrigo Paz (à dir.) por causa de forte onda de protestos que bloquearam estradas no oeste da Bolívia
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Evo Morales pediu neste domingo a convocação de novas eleições na Bolívia, em até 90 dias, diante da onda de protestos contra o governo do presidente Rodrigo Paz. O ex-presidente do país reivindica pacificação e transição política para evitar confrontos e mortes.

Os protestos se intensificaram no início de maio, com bloqueios de estradas no oeste boliviano. Sindicatos, mineradores e comunidades indígenas pressionam pela renúncia de Paz, retorno de subsídios e medidas para reduzir o custo de vida.

Bloqueios já somam 59 pontos, segundo informações apuradas pela imprensa local. Estradas continuam interditadas em regiões andinas, dificultando o transporte de alimentos, remédios e combustíveis para La Paz e El Alto.

A crise econômica é citada como parte da motivação dos protestos. A gestão de Paz, que assumiu em novembro de 2025, enfrenta críticas por austeridade, piora do acesso a crédito e pressões de setores agrícolas e rurais.

Paz atribui à Morales a influência por trás das manifestações. Morales nega envolvimento direto, afirmando apenas defender a necessidade de eleição de transição em 90 dias.

Contexto econômico e social

A Bolívia sofre com escassez de dólares, inflação e restrições de crédito a produtores. Hospitais registram falta de oxigênio e estados financeiros de bancos sob precaução, agravando o cenário de crise.

Reações internacionais e próximos passos

O governo dos Estados Unidos acompanha a situação; autoridades sinalizam possibilidade de intervenção se houver ameaça a instituições democráticas. O desfecho dependerá de negociações entre governo e oposição.

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