Donald Trump afirmou nesta segunda-feira, 25, que um eventual acordo de paz com o Irã será grande e significativo ou não haverá acordo. A declaração, publicada na Truth Social, compara o possível acordo com o JCPOA, assinado em 2015, e rejeita termos que possam levar ao desenvolvimento de armas nucleares.
O tom do presidente reflete uma melhoria nas expectativas de aproximação entre EUA e Irã para encerrar a guerra na região. A imprensa internacional observa movimentos que sugerem avanço nas conversações e eventual reabertura do Estreito de Ormuz, via rota de cerca de 20% do petróleo mundial.
Irã diz ter chegado a entendimentos com os EUA
Através do porta-voz Esmaeil Baghaei, Teerã afirmou ter desenvolvido entendimentos sobre grande parte das questões discutidas, mas negou que a assinatura do acordo esteja iminente. O porta-voz destacou que o Irã não responderá a tweets ou imagens vindos de Washington.
Baghaei ressaltou que o foco iraniano permanece em proteger interesses nacionais e na conclusão de uma guerra que envolve várias frentes. Segundo ele, assuntos adicionais podem exigir tempo e negociação cuidadosa.
O porta-voz também citou o papel de mediadores como Paquistão, Catar e Turquia, dizendo que esses países ajudam a avançar determinadas questões. O Irã indicou que o encerramento da guerra é condição para avanços nas negociações.
Contexto e desdobramentos
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que uma resposta de Teerã seria esperada, mas que não havia previsão de fechamento imediato. Rubio disse ainda que o governo americano apresentou uma proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Fontes oficiais indicam que Washington aposta em uma negociação real e com prazo limitado sobre o programa nuclear. A conversa também envolve a estabilidade regional, com atenção a conflitos no Líbano e a atuação de países da região.
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