Uma mulher ligada ao grupo Estado Islâmico que retornou à Austrália a partir da Síria foi acusada de crimes relacionados ao terrorismo, informou a polícia. A prisão ocorreu enquanto outras informações não estavam imediatamente disponíveis e uma coletiva de imprensa estava marcada para hoje.
Dois grupos de mulheres e crianças chegaram à Austrália neste mês, após passar anos no campo de al-Roj, no nordeste da Síria, onde familiares de combatentes do IS estão detidos desde 2019. O retorno faz parte de um contingente recente de australianos que deixaram o campo.
Três mulheres que retornaram neste mês já respondem a acusações de crimes contra a humanidade e de permanecer em zona de conflito declarada. Os relatos indicam que os casos estão sob investigação policial.
Contexto
A chegada dos grupos no país reacende o debate político na Austrália, com críticas ao governo pela condução do retorno e à gestão do apoio às mulheres e crianças envolvidas. O primeiro-ministro Anthony Albanese enfatizou que quem opta por ações no passado deve arcar com as consequências.
Advogados e defensores argumentam que é necessário assegurar o direito de retorno e oferecer apoio às crianças, com tratamento adequado para proteger direitos humanos e garantir o devido processo. A polícia promete mais detalhes em novas declarações.
Entre na conversa da comunidade