O Exército de Israel ampliou suas operações no Líbano, declarando todo o território ao sul do rio Zahrani como zona de guerra. A medida ocorreu nesta quarta-feira (27) e amplia potencial de ataques aéreos e terrestres para além da área ocupada entre 1982 e 2000. A retirada de civis foi ordenada em toda a faixa sul da região.
A decisão foi anunciada pelo porta-voz em árabe Avichay Adraee, acompanhada pela retirada de moradores, incluindo cidades como Tiro e Nabatieh, já além do rio Litani. O anúncio reforça a percepção de que Israel pretende ampliar presença militar na região, mesmo durante cessar-fogo de fachada.
Essas ações ocorrem em um contexto de tensões entre Israel e o Hezbollah. Enquanto Israel afirma objetivo de neutralizar o grupo, autoridades libanesas indicam escalada de ataques ao longo de 24 horas, com dezenas de mortos e centenas de feridos no Líbano. A ONU mantém missão no sul libanês, com mandato até o fim do ano sem renovação prevista.
Expansão das operações e zonas de combate
Segundo o Centro Alma, Tel Aviv realizou 784 ataques aéreos fora da zona de exclusão, em uma área de cerca de 570 km². A região é conhecida pela faixa chamada de linha amarela, semelhante à usada em Gaza para delimitar áreas de apoio humano e operações militares.
Reação e ataques na outra margem
O Hezbollah tem atacado forças israelenses e comunidades no norte de Israel, principalmente com drones. Dados do Centro Alma indicam 545 ataques desde a trégua, com 10 soldados israelenses mortos. A maior parte das ações foi registrada na região norte.
Deslocamentos e impactos humanos
O Ministério da Saúde libanês aponta mais de 3.200 mortes desde o início dos ataques e mais de 1,2 milhão de deslocados. Beirute informou novos ataques que provocaram dezenas de vítimas em 24 horas, elevando o debate sobre a segurança na região.
Diálogo e perspectiva diplomática
Delegações de Israel e Líbano vêm conversando em Washington, sob mediação dos EUA, com a extensão de um cessar-fogo até o momento apenas teórica. Novas reuniões estão previstas para sexta-feira (29) e negociações políticas nos dias 2 e 3 de junho. O Hezbollah mantém posição de exigir fim do conflito com o Irã como condição para qualquer acordo.
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