Donald Trump lançou uma ameaça durante reunião de gabinete, dizendo que Oman poderia ser atingido caso não se comporte. A declaração ocorreu no contexto de esforços dos EUA para reabrir o estreito de Hormuz.
Segundo relatos, o governo iraniano tenta convencer Omã a colaborar com a cobrança de pedágios para navios que passam pela via marítima, uma área estratégicamente ligada ao fluxo global de petróleo. Omã é aliado dos EUA.
O estreito de Hormuz tem sido bloqueado pelo Irã desde o fim de fevereiro, o que desencadeou preocupações sobre o abastecimento global de energia e impactos à economia mundial. A mediação envolve mecanismos de cobrança de trânsito.
Trump afirmou que o estreito deve permanecer aberto a todos e que os EUA vão monitorá-lo, mantendo controle internacional. Em tom mais firme, ele disse que Omã deve agir como todos os demais atores da região.
Em meio a tentativas de acordo com o Irã, o presidente acusou Tóquio de atrasar as negociações e criticou a possibilidade de um cessar-fogo temporário de 60 dias, sob risco de prejudicar ações anteriores.
A fala de Trump vem em meio a críticas de aliados do Congresso que temem que qualquer atraso possa prejudicar avanços obtidos com operações anteriores. O debate ocorre em um momento de tensão regional.
- Roger Wicker, presidente da comissão de Serviços Armados do Senado, manifestou ceticismo quanto a um cessar-fogo temporário, destacando possíveis impactos nos objetivos estratégicos. A posição dele foi expressa em redes sociais.
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