O assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, afirmou que a classificação dos grupos PCC e CV como terroristas pelos Estados Unidos funciona como um pretexto para intervenção. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 28 de maio, durante o Fórum Internacional de Segurança em Moscou, na Rússia.
Amorim sustentou que segurança pública é essencial para o desenvolvimento econômico e social, e que o combate ao crime organizado é prioritário. Ele ressaltou a importância da cooperação internacional em áreas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas rebateu a ideia de que a classificação possa justificar intervenção externa.
A posição brasileira contrasta com a decisão do governo dos EUA, anunciada no mesmo dia, ao classificar as facções como terroristas. O Planalto e o Ministério das Relações Exteriores avaliam que esse reconhecimento poderia servir como justificativa para bloqueios econômicos ou ações militares contra o Brasil, o que motivou o repúdio diplomático até o momento.
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