Após 88 dias de quase total blackout na internet iraniana, mensagens e imagens começaram a retornar nesta terça-feira, por volta das 17h. A retomada parcial dividiu opiniões, com relatos de alívio, ceticismo e indignação entre moradores.
Enquanto alguns celebraram o retorno de serviços básicos, outros denunciaram a restauração como insuficiente e questionaram o impacto político. Organizações locais destacaram a importância da rede como direito fundamental.
Operações militares entre EUA e Irã
Autoridades dos EUA afirmaram que um astro militar iraniano foi alvo de destruição e que quatro drones de ataque iranianos foram abatidos, próximos ao estreito de Hormuz. Um centro de comando terrestre em Bandar Abbas foi atingido para impedir novos lançamentos.
Pouco depois, o Irã teria direcionado ataque a uma base norte-americana no Kuwait, segundo a imprensa estatal iraniana, citando o Corpo de Guardas da Revolução. Defesa kuwaitiana indicou interceptação de mísseis e drones na capital Kuwait City, antes das 6h locais.
Em resposta, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã busca acordo, mas não ofereceu termos satisfatórios, sinalizando que se a negociação não avançar, poderia ocorrer nova escalada. A fala ocorreu durante reunião do gabinete na Casa Branca.
Panorama regional e tensões
Entre os desdobramentos, o Exército israelense classifica uma faixa do sul do Líbano como zona de combate, orientando moradores a se deslocarem para o norte e prometendo agir com firmeza contra o Hezbollah. Em Tyre, cidade libanesa, redes locais relatam bombardeios contínuos.
No Gaza City, o Hamas comunicou a morte do novo líder militar do grupo, em meio a ataques aéreos israelenses que também deixaram vítimas entre civis. O conflito regional segue sem uma solução clara para a retomada de negociações de paz.
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