O governo dos EUA e o Irã chegaram a um acordo provisório para estender o cessar-fogo entre ambos por 60 dias. A decisão ainda depende da aprovação das lideranças de cada país.
Segundo fontes norte-americanas, o pacto envolve abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano, área na qual Washington se opõe. O acordo não recebeu sinal verde de Donald Trump, segundo as mesmas fontes.
Na região, os desdobramentos seguem tensos: o Exército IRGC afirmou ter atingido uma base militar americana após novos ataques dos EUA no sul do Irã durante a noite.
Progresso nas negociações e desdobramentos
Ao longo dos últimos dias, as duas partes se acusaram de violações do cessar-fogo, elevando o risco de retaliação. Em noite anterior, o Irã veiculou uma nota publicada pela mídia estatal sobre um rascunho de acordo, descrito como 14 pontos.
O suposto MOU incluía o fim do bloqueio naval de portos iranianos, a retirada de tropas americanas da proximidade do Irã e a retomada de tráfego não militar no Estreito de Hormuz, com gestão sob Irã e Omã. O canal de navegação é crucial para o comércio mundial de gás e petróleo.
O governo dos EUA classificou o rascunho como uma fabricação completa, em comunicado curto divulgado pela Casa Branca. Trump afirmou, em reunião de gabinete, que Iran negocia como se operasse com vapores, e repetiu que não está satisfeito com as propostas.
Mesmo com as afirmações contraditórias, autoridades halantes indicaram que houve avanço nas tratativas na semana passada, alimentando especulações sobre um anúncio iminente.
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