O governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra a PGSA, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã para cobrar taxas de navios que passam pelo estreito de Ormuz. A medida ocorreu na quarta-feira, 27 de maio de 2026, e envolve o controle de ativos e restrições financeiras nos EUA e no exterior. O objetivo é pressionar o Irã após a política de endurecimento econômico do governo anterior.
Segundo o Tesouro dos EUA, a PGSA é ligada ao IRGC, a Guarda Revolucionária Islâmica, e busca impor pagamentos para a passagem de embarcações pela região. A autoridade também estaria orientando navios a seguirem rotas próximas à costa iraniana, com instruções do IRGC e da Marinha iraniana. A sanção envolve bloqueio de bens e restrições de transação para entidades vinculadas.
Os EUA afirmam que a PGSA cobra informações das embarcações e estabelece valores em troca de uma autorização de passagem pelo estreito de Ormuz. Navios supostamente seriam direcionados a escolher rotas controladas pelo Irã, aumentando a exposição de operadores a sanções internacionais.
As medidas fazem parte da estratégia chamada pelo governo Trump de Economic Fury, para ampliar a pressão econômica contra o Irã. O Tesouro sustenta que as ações já bloquearam bilhões de dólares que poderiam beneficiar o governo iraniano, incluindo parte de ativos digitais associados ao regime.
O Tesouro indicou que continuará monitorando esquemas de evasão e o uso de ativos digitais para contornar sanções. Também alertou que pode agir contra empresas estrangeiras que apoiem o comércio iraniano considerado ilícito, incluindo companhias aéreas e instituições financeiras.
Além disso, a autoridade afirmou que pessoas ou navios que cooperarem com as cobranças iranianas no estreito de Ormuz podem enfrentar sanções. As orientações abrangem pagamentos em moedas tradicionais, ativos digitais, doações disfarçadas, e a troca de informações sensíveis sobre navios.
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