William Hezekiah Forrest, conhecido como Bill nos EUA e Guilherme no Brasil, era irmão do general confederado Nathan Bedford Forrest, primeiro líder da Ku Klux Klan. O caso investigado envolve um dos últimos registros de tráfico transatlântico de escravizados para o Brasil.
O historiador Célio Antonio Alcantara Silva aponta que Forrest teria passagem pelo interior de São Paulo, após o fim da escravidão nos EUA e já com sua proibição no Brasil. A identificação envolve cartas diplomáticas britânicas e depoimentos de imigrantes na região de Santa Bárbara, hoje Piracicaba.
Quem foi Bill Forrest
Silva destaca que Bill era major do Exército Confederado e figura ligada a atividades de tráfico de escravizados antes de 1865. A investigação cita relatos de que um Guilherme, tal como Forrest era registrado pelo cônsul britânico, morava na propriedade da viúva Barbe, em Santa Bárbara. A narrativa levanta a hipótese de identidade entre Guilherme brasileiro e William Forrest.
Contexto histórico e consequências
A imigração confederada para o Brasil ocorreu entre 1866 e 1870, com participação de líderes de alto escalão da Confederação. Estimativas indicam que milhares de ex-soldados buscaram o Brasil após a Guerra de Secessão, em busca de reconstruir condições do Sul escravista. O episódio reforça a relação entre o período e a política de tráfico no Atlântico. Além disso, a Lei Eusébio de Queirós, de 1850, tornou o tráfico mais restrito, contribuindo para o declínio das travessias, ainda que o Brasil já apresentasse restrições para imigração de escravos em várias regiões do país.
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