O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quinta-feira (28.mai.2026), um conjunto de acordos com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons. O foco é segurança, defesa e combate ao crime transnacional, com ênfase na fronteira entre os dois países. O ato ocorreu após encontro no Palácio do Planalto e seguiu para almoço no Itamaraty.
Entre os instrumentos, destaca-se um memorando de entendimento para operações militares coordenadas na fronteira. Assinado pelo ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, e pelo correspondente do Suriname, Utaajo Hansan, o texto trata de operações militares espelhadas ao longo da fronteira amazônica.
O acordo também prevê cooperação para reduzir o tráfico de pessoas, o contrabando de migrantes e ações de prevenção, proteção às vítimas, investigação e persecução penal. Segundo o governo brasileiro, o objetivo é ampliar a vigilância e o controle regional.
Avanços e mecanismos de cooperação
Além das ações militares, foram firmados memorandos entre a Polícia Federal brasileira e a polícia do Suriname para cooperação institucional em segurança pública. Também houve acordo entre o Gabinete de Segurança Institucional e a Diretoria de Segurança Nacional do Suriname quanto à parceria em cibersegurança.
Outras áreas contempladas incluem saúde pública, gestão de riscos e desastres, ciência e tecnologia, desenvolvimento social e manejo integrado. Os instrumentos apontam para uma agenda ampla de cooperação técnica entre os dois governos.
Uma carta de intenção tratou da cooperação marítima, com foco na integração de transporte e atividades portuárias. Na esfera econômica, foram definidos termos de referência para negociações de um acordo comercial de alcance parcial.
Visita oficial e agenda de temas
Jennifer Geerlings-Simons participou de uma visita oficial ao Brasil, reunindo-se com Lula no Planalto por cerca de duas horas. O encontro foi seguido de almoço no Itamaraty, com a comitiva surinamesa.
A delegação acompanhando a presidente incluiu ministros de Relações Exteriores, Defesa, Agricultura, Assuntos Sociais e Habitação, além de Transporte, Comunicações e Turismo. As pautas centrais permaneceram vigilância de fronteiras, cooperação rodoviária e energia.
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