O Ministério da Saúde da Itália decretou alerta vermelho para Roma e outras quatro cidades diante de uma onda de calor que atinge a Europa Ocidental. A temperatura elevada já provocou recordes e acionou medidas de proteção à população. O país não havia registrado picos tão intensos até o momento, segundo autoridades locais.
A onda de calor é descrita por especialistas como uma “cúpula de calor”, com ar quente vindo do norte da África e fixado por um sistema de alta pressão sobre a região. Esse fenômeno está ocorrendo de forma mais precoce para o mês de maio, agravando a situação climática no continente.
França e Reino Unido registraram mortes relacionadas direta ou indiretamente ao calor, conforme informações de autoridades locais. Portugal também acompanha efeitos do aquecimento extremo, com hospitalizações em aumento no centro do país.
Em Portugal, a agência meteorológica informou recordes de temperatura, com Mora alcançando 40,3°C, superando o máximo anterior de 40°C registrado há 25 anos. A situação motiva alertas de saúde pública e orientações para evitar exposições prolongadas ao sol.
O governo italiano recomendou que a população de Roma, Florença, Bolonha, Turim e Brescia reduza a exposição ao calor. O alerta de nível máximo sinaliza risco à saúde de pessoas saudáveis, não apenas de grupos vulneráveis.
Pesquisadores apontam que mudanças climáticas ampliam a frequência e a intensidade de ondas de calor. O chefe da ONU para o clima, Simon Stiell, classificou o episódio europeu como lembrança brutal dos impactos climáticos. Ele destacou a necessidade de proteger vidas e economias.
Estudos econômicos recentes apontam que ondas de calor podem afetar crescimento e arrecadação pública na Europa, reforçando a urgência de medidas adaptativas e de mitigação. A prioridade continua sendo informar a população e reduzir danos à saúde pública.
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