O Quênia aprovou o pedido dos Estados Unidos para abrir uma instalação de quarentena no país destinada a americanos expostos ao ebola. A unidade terá 50 leitos e entrará em operação nesta sexta-feira, 29, segundo autoridades dos EUA.
A autorização foi comunicada por fontes americanas e envolve acesso a uma base da Força Aérea em Laikipia, região central do Quênia. O Ministério das Relações Exteriores queniano não respondeu aos contatos da Reuters.
A medida ocorre em meio ao surto da doença na RDC, onde o vírus da cepa Bundibugyo não tem vacina ou tratamento específico. O objetivo é reduzir riscos de contágio entre viajantes expostos.
Mudanças de tema: resposta internacional e operações
Autoridades da OMS destacaram que o surto é um dos maiores já registrados, com 1.077 casos suspeitos e 121 casos confirmados até o momento. Ainda há 246 mortes suspeitas e 17 óbitos confirmados, segundo dados da organização.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou a necessidade de ação coordenada e chegou a Kinshasa para acompanhar a situação nas províncias, incluindo Ituri, onde o vírus circula desde semanas.
Medidas de contenção e impacto logístico
Os EUA implementaram restrições de entrada para portadores de green card que estiveram na RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores. O objetivo é evitar a entrada de casos de ebola.
O Katiba Institute questionou a abertura da instalação aos estrangeiros, enquanto especialistas avaliam efeitos sobre a participação de voluntários na resposta ao surto.
A Monusco informou envio de quase cinco toneladas de suprimentos médicos para Ituri, em mais uma rodada de entregas. Entretanto, autoridades humanitárias apontaram impactos de restrições de voos na região.
Contexto regional e desafios
O leste da RDC enfrenta ataques a instalações de saúde e a presença de grupos armados, incluindo M23, com influência em várias províncias. A situação dificulta a mobilização de equipes e recursos para conter o ebola.
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