A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras entra em vigor em 5 de junho. A medida pode afetar investigações e cooperações entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado.
Segundo o promotor Lincoln Gakiya, há duas décadas atuando contra o PCC, a mudança desloca o tema para a esfera de defesa e da CIA, o que pode reduzir o intercâmbio direto de informações com FBI e DEA. Ele participou de encontros com autoridades americanas em Boston.
Gakiya aponta que a classificação pode dificultar trocas rápidas de dados entre autoridades brasileiras e americanas, prejudicando investigações em andamento sobre membros do PCC que atuam nos EUA. Ele também alerta para impactos em cooperação técnica.
Repercussões e riscos
A adoção pode alterar a condução de investigações, com informações classificadas como confidenciais ou secretas pela CIA. A diferença de enfoque entre as instituições pode atrasar a troca de informações rotineiras entre as forças de ambos os países.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram a decisão como endurecimento no enfrentamento às facções. Do lado brasileiro, há quem tema impactos econômicos, com riscos a operações de bancos ligados ao sistema financeiro internacional.
Gakiya ressalta ainda a possibilidade de congelamento de bens e ativos de pessoas, grupos ou instituições que mantenham vínculos com as facções. Pontos sensíveis envolvem operações financeiras que podem alcançar o Brasil.
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