O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. Em nota, a entidade afirma que a medida simplifica um problema estrutural do crime organizado no Brasil.
Segundo o FBSP, a nova classificação pode impactar a economia e o sistema financeiro, além de não enfrentar as causas profundas da violência associadas às facções. A entidade sustenta que o combate às facções depende de ações internas mais amplas no Brasil.
A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e passa a valer em 5 de junho. O governo norte-americano diz que a medida visa enfraquecer o financiamento das redes criminosas e ampliar instrumentos de bloqueio de recursos.
O FBSP aponta que o combate às organizações no Brasil passa pela retomada de territórios controlados, pelo fortalecimento do policiamento e pelo monitoramento de setores usados para lavagem de dinheiro. A avaliação é de que políticas domésticas são prioritárias.
A entidade também destaca três áreas que exigem maior fiscalização: fintechs, casas de apostas esportivas (bets) e criptoativos, citados como canais de movimentação de recursos criminosos. A observação vem no contexto da mudança de classificação.
Antes da mudança, PCC e CV eram classificados pelos EUA como Terroristas Globais Especialmente Designados. A nova tipificação amplia sanções e instrumentos de restrição financeira, segundo o governo norte-americano.
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