Desde 1997, quando foi criada a lista de organizações consideradas terroristas pelo governo dos EUA, 24 grupos deixaram a designação. O dado mostra que o processo costuma ser longo e varia bastante entre casos.
A média de saída é de aproximadamente 13 anos. Em alguns casos, porém, a retirada levou quase 24 anos e meio, entre a sugestão inicial e a decisão final em 2022. Entre os mais demorados estão ETA, Aum Shinrikyo, Grupo Islâmico e Kach.
Entre os que abandonaram a lista desde 1997 estão Khmer Vermelho, FPMR-D e Frente Democrática para a Libertação da Palestina. Do total de 28 nomes apresentados em 1997, 13 ainda permanecem na lista atual.
Contexto atual da lista
Atualmente, a lista do Departamento de Estado dos EUA reúne 94 organizações. Destes, 27 foram inseridos na gestão de Donald Trump, iniciada em janeiro de 2025. O governo americano confirmou nesta quinta-feira a classificação de duas facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras, com efeito a partir de 5 de junho: Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital.
Desdobramentos e desfechos políticos
A decisão foi anunciada dois dias após a visita do senador Flávio Bolsonaro a Washington, em que o congressista afirmou ter defendido a classificação das facções. O encontro com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ocorreu em meio a discussões sobre cooperação para combater operações de lavagem de dinheiro e redes de contrabando ligadas a esses grupos.
No início deste mês, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Casa Branca para evitar impactos considerados contraproducentes por parte dos EUA, que poderiam afetar o sistema financeiro e a soberania do Brasil. O objetivo central foi ampliar a cooperação com os esforços para conter atividades criminosas ligadas a tais organizações.
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