O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu nesta sexta-feira maior envolvimento das comunidades no epicentro do surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC). Ele reforçou a importância da participação local para a eficácia da resposta.
Tedros chegou na quinta-feira à RDC para coordenar as ações contra o surto, que já acumula 1.028 casos suspeitos até sexta-feira, segundo autoridades congoleñas. Em Bunia, capital da província de Ituri, ele destacou que as comunidades conhecem os problemas e as soluções.
Ao chegar a Kinshasa, Tedros já havia solicitado apoio internacional adicional, afirmando que a OMS recebeu até então apenas um terço do financiamento necessário para a resposta. A mobilização busca ampliar recursos e eficiência das ações sanitárias.
Financiamento e alerta da MSF
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que o surto circula a uma velocidade sem precedentes para os padrões do vírus. O porta-voz da MSF apontou que o ritmo de casos é elevado desde o momento da declaração.
A MSF também afirmou que o número de organizações médicas atuando no terreno permanece abaixo do necessário, o que complica as operações de controle e atendimento aos pacientes. A entidade pediu maior apoio humanitário para ampliar a resposta.
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