O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir nesta segunda-feira para tratar da intensificação da ofensiva de Israel contra o Líbano. A sessão de emergência foi solicitada pela França após novas incursões e ataques israelenses contra regiões libanesas, mesmo com vigência de cessar-fogo.
A França afirma que, embora haja direito à legítima defesa, a continuidade das operações não pode justificar ocupação adicional do território libanês. O ministro Jean-Noël Barrot pediu a reunião por meio da emissora BFMTV.
O presidente francês Emmanuel Macron pediu o fim dos combates e afirmou que nada justifica a escalada no sul do Líbano. O chanceler do Líbano, Youssef Raggai, disse que Paris reiterou apoio à soberania de Beirute e às negociações diretas como caminho para solução duradoura.
O Catar, por sua vez, denunciou agressões de Israel contra o Líbano e a expansão da incursão terrestre no sul do país, chamando a situação de violação da soberania libanesa e do direito internacional humanitário.
Na tarde de hoje, o Conselho de Segurança realiza o encontro após outro recuo emergencial sobre um drone russo que atingiu uma residência na Romênia, causando ferimentos a duas pessoas.
Pouco antes, o Exército israelense informou a tomada da fortaleza medieval de Beaufort, situada em uma elevação que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel. O local teve papel estratégico durante décadas de conflito na região.
O premiê Benjamin Netanyahu descreveu a ocupação de Beaufort como um marco decisivo e ordenou que moradores na faixa entre a fronteira e o rio Zahrani deixem a região, a cerca de 40 quilômetros ao norte. Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, acusaram o Hezbollah de violações do cessar-fogo.
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