O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que pode conversar com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre a decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele, porém, enfatizou que o Brasil não deve agir com vassalagem na relação bilateral.
Durigan afirmou que pretende conduzir conversas internas com instituições financeiras e autoridades brasileiras para, depois, levar informações qualificadas às autoridades norte-americanas. A ideia é evitar ficar em posição de dependência na interlocução.
Segundo ele, as medidas brasileiras foram adotadas na quinta-feira à noite e, na sexta, houve avaliação com a economia. Hoje, segunda-feira, o ministro sinalizou que pode haver contato com Bessent nos próximos dias, conforme reúna informações.
Debate técnico e cooperação
O ministro defendeu que o tema seja tratado com foco técnico, explicando as medidas contra o crime organizado. Segundo Durigan, a designação de organizações criminosas não resolve o problema; a cooperação entre Receita Federal, PF e COAF é essencial.
Durigan criticou atuação de opositores que defendem, no exterior, a classificação do PCC e do CV como terroristas. Tais posições, na visão dele, podem atrapalhar o trabalho de policías e investigadores brasileiros.
O ministro destacou que bancos já intensificaram o compliance internacional, com contratação de escritórios no exterior, mesmo diante das exigências nacionais. Ele apontou custo adicional para as instituições e possível encarecimento para cidadãos.
Impactos potenciais
Durigan alertou que a discussão pode elevar a percepção de risco do país, aumentando o prêmio de risco para investidores estrangeiros. Mesmo assim, afirmou que o Brasil continua combatendo o crime organizado e busca ampliar a cooperação com os EUA.
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