Air strikes entre Estados Unidos e Irã foram retomadas neste fim de semana, com ambos os lados afirmando ter atingido alvos militares próximos ao Golfo. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter realizado ataques de autodefesa contra radares e centros de comando e controle de drones no Goruk, no Irã, e na Ilha Qeshm.
Enquanto isso, o Corpo das Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter mirado uma base aérea utilizada por forças americanas em retaliação, sem indicar a localização exata. Fontes iranianas destacaram que a resposta seria diferente caso haja repetição de agressões dos EUA.
Contexto e desdobramentos
A imprensa dos EUA havia informado que o presidente Donald Trump pediu edições a uma proposta de acordo que poderia levar a um acordo de paz, ainda sem sinal de avanço. O governo americano disse que os ataques de sábado e domingo responderam a ações agressivas do Irã, incluindo o abatimento de um drone MQ-1 dos EUA em águas internacionais.
Centcom informou, em publicação, que as tropas americanas atingiram defesas aéreas iranianas, uma estação de controle em terra e dois drones que representavam ameaça a navios na região. Não houve feridos entre militares dos EUA, segundo o comando.
O IRGC afirmou ter atingido a base aérea utilizada pelos EUA para as ações, além de uma torre de comunicações na Ilha Sirri, no Golfo, a cerca de 65 km da costa sul do Irã. Em nota transmitida pela agência Fars, o ministério iraniano disse que a resposta seria “totalmente diferente” se a violência americana persistir.
Kuwait informou estar enfrentando ataques de mísseis e drones com seus sistemas de defesa, sem detalhar onde ocorreram as interceptações. Na região, Teerã havia apontado uma base no Kuwait como alvo de retaliação a ataques norte-americanos anteriores.
Desde o cessar-fogo que entrou em vigor em 8 de abril, Trump sinalizou repetidamente que EUA e Irã estavam próximos de um acordo permanente, sem que haja confirmação de um acordo formal. A última versão de um possível acordo previa 60 dias de cessar a violência, a reabertura do Estreito de Ormuz e um marco para renegociar o programa nuclear do Irã.
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