O Irã suspendeu as negociações de paz com os Estados Unidos como retaliação aos ataques de Israel ao Líbano. A informação foi veiculada pela agência semioficial Tasnim na segunda-feira, 1º de maio.
Segundo a Tasnim, Teerã pediu o fim das hostilidades e disse que o Líbano era uma condição para um cessar-fogo. Com o suposto descumprimento por Israel, as conversas mediadas por terceiros ficaram suspensas.
A agência ainda indicou que o Irã, aliado a grupos na região, sugeriu fechar o Estreito de Ormuz e abrir outras frentes, como o estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho. A medida amplia tensões na região.
Contexto regional
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica, pela qual passa cerca de 20% do petróleo mundial. A escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã tem provocado interrupções no transporte de energia.
No mesmo dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que os EUA violam a trégua com bombardeios e condicionou qualquer acordo de paz à suspensão das sanções e ao fim do bloqueio marítimo.
Baghaei reiterou que a prioridade é encerrar a guerra, sem tratar a questão nuclear nas negociações atuais. Ele informou que o foco permanece na proteção da segurança nacional.
Repercussões e desdobramentos
O Irã também pediu a liberação de fundos congelados e a retirada de forças estrangeiras de áreas próximas ao território iraniano. As declarações ocorreram após um pronunciamento do presidente dos EUA, que manteve condicionais sobre o programa nuclear do Irã.
Trump afirmou que o Irã não deve desenvolver armas nucleares e que as negociações avançam com renegociação de termos. O presidente sugeriu que novas ofensivas poderiam ocorrer se as tratativas não forem satisfatórias.
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