O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em rede social que manteve contato com o Hezbollah por meio de intermediários. Segundo ele, o grupo confirmou não atacar Israel. Trump também informou ter conversado com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e com representantes de Israel, sobre a retirada de tropas no sul do Líbano.
De acordo com a declaração de Trump, não haverá envio de tropas para Beirute e as tropas já em deslocamento teriam sido devolvidas. A suposta intervenção ocorreu num contexto de tensão entre Israel, Hezbollah e o Irã, aliado do grupo.
Uma autoridade libanesa disse que o Hezbollah comunicou aos EUA, via Nabih Berri, presidente do Parlamento, a disposição de interromper ataques ao norte de Israel em troca de proteção a Beirute e aos seus subúrbios. O Líbano viveu intensos combates desde março.
O conflito no território libanês continua com impactos humanitários, deslocando mais de 1,2 milhão de pessoas desde março. O reporte menciona ações israelenses recentes, como a tomada do Castelo de Beaufort e de um cume estratégico no sul do Líbano, em meio a uma nova onda de fogo do Hezbollah.
Detalhes do contato
Trump diz ter conversado por meio de representantes de alto nível com as partes envolvidas. Segundo ele, a trégua seria garantida com a suspensão de disparos por parte do Hezbollah. A versão não foi corroborada por fontes independentes até o momento.
Contexto regional
A situação envolve o Irã, o Hezbollah e Israel, em meio a tensões prolongadas desde a escalada de março. Observadores ressaltam que, se confirmada, a comunicação direta entre EUA e Hezbollah seria inédita e de grande impacto político e estratégico.
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