O Irã interrompeu a troca de mensagens com mediadores para um possível acordo com os EUA, após novos ataques de Israel ao Líbano. A informação vem da agência Tasnim, que aponta pausa no diálogo sobre um memorando de entendimento.
Trump afirmou à NBC News que não recebeu comunicação sobre a interrupção e minimizou a notícia, sugerindo que o diálogo pode ficar em silêncio por tempo indeterminado. A declaração foi dada nesta segunda-feira.
A notícia sobre a suspensão não foi confirmada oficialmente pelos EUA. O Irã havia sinalizado que qualquer cessar-fogo com Washington depende de um cessar-fogo efetivo no Líbano.
Esmaeil Baghaei, porta-voz da diplomacia iraniana, ressaltou que o fim dos ataques no Líbano é essencial para qualquer acordo de paz. Ele acusou os EUA de violar o cessar-fogo de forma reiterada.
Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, criticou a política dos EUA nas redes sociais, destacando o bloqueio naval e as ações de Israel no Líbano como evidências de descumprimento do cessar-fogo.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que, no momento, as negociações com os EUA não envolvem o programa nuclear iraniano. A prioridade, segundo o governo, é encerrar a guerra na região.
Israel intensifica ofensiva no Líbano
Beirute viveu novos bombardeios nesta segunda-feira, com alvos no sul da cidade. O governo israelense informou ter recebido ordens para atacar zonas consideradas de apoio ao Hezbollah.
O primeiro-ministro Netanyahu e o ministro da Defesa anunciaram ações militares contra alvos considerados terroristas no sul do Líbano. O objetivo é interromper as atividades do Hezbollah e responder a violações do cessar-fogo.
Ao afirmar que não haverá calma em Beirute, as autoridades de Israel também mencionaram planos para estabelecer uma zona de segurança perto do rio Litani, visando reduzir ameaças à população israelense.
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