O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, informou que o governo vai divulgar nos próximos dias os resultados de várias investigações da Seção 301. As tarifas propostas de 25% serão aplicadas a mercadorias brasileiras, com exceções definidas em uma lista específica de produtos. Greer comentou que as tarifas são matizadas devido às exclusões para itens como carne bovina, café, metais, energia e outros.
Greer participou do programa Squawk Box, da CNBC, ressaltando que o governo tem obtido resultados positivos com o uso de tarifas para impulsionar as exportações dos EUA. Ele disse que tarifas significativas são necessárias para corrigir práticas comerciais desleais e reduzir o déficit comercial dos EUA.
Ontem, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) concluiu a investigação contra o Brasil e apresentou a proposta de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com uma lista extensa de exceções. O anúncio abriu espaço para participação pública no processo.
Detalhes da proposta
A tarifa de 25% incide sobre todas as mercadorias brasileiras, mas há 73 páginas de exceções. Entre os itens liberados estão materiais informativos, doações, determinadas carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas, além de químicos orgânicos, farmacêuticos e fertilizantes.
Contexto e desdobramentos
A divulgação das medidas ocorre em meio a debates sobre o impacto do movimento de tarifas no comércio bilateral. Fontes próximas ao governo brasileiro avaliam cenários de negociação, enquanto empresas brasileiras avaliam efeitos sobre exportações e cadeia logística. A Corporação Americana de Comércio tem mantido o foco em corrigir práticas comerciais percebidas como desleais.
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