Israel e Hezbollah mantêm ataques após anúncio de Trump, apesar de tentativas de cessar-fogo.
Israel realizou ataques noturnos no sul do Líbano, deixando ao menos seis mortos. O Hezbollah respondeu com lançamento de projéteis contra Israel na terça (2/6). A escalada ocorre mesmo após a declaração de Trump de buscar moderação nas hostilidades.
Conflito teve início em 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em retaliação a bombardeios de Israel e dos EUA contra Teerã. O embate persiste mesmo com a suposta trégua de 17 de abril.
Intermediação e declarações
Trump afirmou, em rede social, que as partes concordaram com um cessar-fogo efetivo. Participação verbal do presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, como intermediário entre Hezbollah e Washington foi mencionada por assessores.
Segundo Axios, o próprio Trump teria chamado Netanyahu de “completamente louco” durante a ligação, o que, porém, não é confirmado de forma oficial. Teerã condicionou acordo a um cessar-fogo na frente libanesa.
Ações no terreno e consequências
O Hezbollah reivindicou ataque com foguetes a um tanque em Hadatha, no sul do Líbano, enquanto Israel afirmou ter interceptado dois projéteis. A ANI reportou ataques israelenses a vilarejos do sul libanês na noite de terça.
A Defesa Civil do Líbano informou que o bombardeio a Marwaniyeh deixou seis mortos e três feridos. Um drone matou um dentista e seus dois filhos em uma estrada no sul do país, segundo a agência.
Contexto regional e desdobramentos
Israel intensificou operações contra o Hezbollah nas últimas semanas, afirmando proteger habitantes do norte. A cidade Nabatiye recebeu ordem de atuação das forças israelenses.
Desde 2 de março, o conflito resultou em mais de 3.400 mortos e mais de um milhão de deslocados, segundo Beirute. O lado israelense registra 27 mortos, entre militares e civis.
Cenário diplomático
O secretário-geral da ONU, António Guterres, recomendou a continuidade da presença de tropas da ONU no Líbano. Washington deve realizar nova rodada de negociações nesta terça entre emissores libaneses e israelenses, ainda sem consenso.
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