O governo do Irã reafirmou apoio às operações do Hezbollah e afirmou que a retirada das tropas de Israel do sul do Líbano é condição inegociável para qualquer diálogo de paz com os Estados Unidos. O objetivo é destravar negociações que vise um acordo temporário para encerrar o conflito na região e permitir o livre trânsito pelo estreito de Ormuz.
O chanceler iraniano Abbas Araqchi disse que a estabilização no Líbano só ocorre com a retirada total de militares israelenses. O apoio ao Hezbollah ganhou reforço após Naim Qassem rejeitar uma proposta de cessar-fogo intermediada pelos EUA, que não previa saída de Israel.
Internamente, conselheiros do alto comando iraniano, como Mohsen Rezaei, sustentam o respaldo ao Hezbollah diante de possíveis novos ataques a Beirute. O confronto entre milícias e Israel começou no início de março, dias após ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã.
Bloqueio no Estreito de Ormuz
O estreito de Ormuz registra redução no tráfego devido a ações com mísseis e drones iranianos, limitando em grande medida a passagem de petróleo e gás natural. A rota respondia por cerca de 20% do comércio global antes do conflito.
Essa obstrução elevou o preço do barril e impactou cadeias de suprimentos. O Programa Mundial de Alimentos da ONU informou que o encarecimento de combustíveis e fretes aproxima milhões da fome, mesmo com tentativas de trégua.
Exigências Diplomáticas
Para avançar um entendimento provisório com os EUA, o Irã exige: liberação de receitas de petróleo, flexibilização de sanções, fim do bloqueio a portos e garantia de influência iraniana sobre Ormuz. O objetivo é criar condições para negociações mais amplas.
O presidente Donald Trump mencionou avanços no Líbano, mas minimizou a necessidade de um acordo formal sobre o material de urânio enriquecido do Irã, dizendo que está enterrado e inacessível.
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