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Apuração de votos no Peru já supera o mandato recente do presidente

Apuração no Peru já dura seis dias, maior que o mandato de Manuel Merino (cinco dias), em meio à crise política e polarização; conclusão até julho, diz ONPE

Manuel Merino era presidente do Congresso peruano antes de se tornar presidente
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O processo de apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru já está no sexto dia, o que supera o tempo do mandato anterior. O país acompanha de perto a contagem, marcada por várias viradas entre os candidatos.

A contagem, realizada pelo ONPE, mantém a expectativa de conclusão total para julho. A eleição, disputada entre o esquerdista Roberto Sánchez e a direitista Keiko Fujimori, evidencia forte polarização entre eleitores.

Após as votações no último domingo, 7 de outubro, o Peru enfrenta uma crise política acentuada por escândalos. O país já registrou nove presidentes nos últimos dez anos.

Mandato de Manuel Merino

Em 2020, o Peru vivia uma crise acentuada pela destituição de Vizcarra em 2020 e pela ausência de vice-presidente. Como presidente do Congresso, Manuel Merino assumiu o cargo em 10 de novembro daquele ano.

A destituição de Vizcarra foi recebida como golpe por parte da população e gerou protestos generalizados. Dados da Procuradoria e do Ministério da Saúde apontam 2 mortes e quase 100 feridos.

Cinco dias após a posse, em 15 de novembro, Merino renunciou, classificando o movimento como um golpe de Estado civil. A renúncia encerrou rapidamente o seu mandato.

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