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<li>Irã negou que esteja negociando com os Estados Unidos, contrariando declaração de Donald Trump.</li>
<li>Governo iraniano afirmou que as conversas em andamento são apenas com Omã sobre o Estreito de Ormuz.</li>
<li>Trump disse que uma nova rodada de negociações começaria nesta segunda-feira para tentar encerrar a guerra.</li>
<li>Presidente americano afirmou ter adiado novos ataques para abrir espaço à diplomacia.</li>
<li>Estreito de Ormuz continua sendo o principal impasse entre Washington e Teerã.</li>
<li>Irã diz estar próximo de um acordo com Omã sobre uma rota de navegação, mas sem reabrir totalmente o estreito.</li>
<li>Guerra entre EUA e Irã já dura seis meses e as tentativas anteriores de cessar-fogo fracassaram.</li>
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O governo do Irã negou nesta segunda-feira (3) que esteja negociando com os Estados Unidos, poucas horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que uma nova rodada de conversas teria início para tentar encerrar a guerra entre os dois países, que já dura seis meses.
A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, durante uma entrevista coletiva. Segundo ele, o único diálogo em andamento é com Omã e trata exclusivamente da navegação no Estreito de Ormuz.
“Atualmente não estamos negociando com os Estados Unidos. Nossas negociações são com Omã para garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz”, afirmou.
No domingo (2), Trump disse que havia adiado novos ataques contra o Irã para abrir espaço à diplomacia e afirmou que as negociações começariam nesta segunda-feira. Segundo o presidente americano, as conversas abordariam inicialmente o futuro do Estreito de Ormuz e, posteriormente, a desnuclearização do Irã.
“Agora estamos conversando com eles na forma de uma negociação. Ela começa amanhã à tarde”, declarou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, sem informar o local ou os participantes do encontro.
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O presidente também afirmou que foi solicitado pelo Irã e por aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio — como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar — a suspender novos bombardeios, que, segundo ele, seriam “o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial“. A imprensa estatal iraniana negou que Teerã tenha feito esse pedido.
Guerra segue sem solução
Estados Unidos e Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram ataques contra o território iraniano. Desde então, os dois países alternam períodos de confronto e tentativas de negociação.
Na semana passada, Trump voltou a ameaçar atacar o Irã “com muita força”, incluindo possíveis bombardeios contra infraestrutura energética. No sábado, porém, afirmou que os “parâmetros” de um acordo já estavam definidos e decidiu adiar novas ofensivas.
As tentativas anteriores de cessar-fogo fracassaram. O acordo mais recente, firmado no mês passado, previa a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego de navios comerciais, mas não foi implementado.
Segundo Hassan Ghashghavi, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, mediadores tentam reativar o memorando de entendimento firmado entre Teerã e Washington em junho. O documento não previa o fim da guerra, mas estabelecia bases para futuras negociações, incluindo medidas relacionadas ao Estreito de Ormuz.
Em publicação na rede social X, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país continuará pressionando para que os acordos assinados sejam cumpridos.
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