O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, assinaram um acordo de <strong>cooperação em energia nuclear</strong>. O encontro aconteceu nesta terça-feira (4) em Washington, nos EUA.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, assinaram um acordo de cooperação em energia nuclear. O encontro aconteceu nesta terça-feira (4) em Washington, nos EUA.
O documento é conhecido como “Acordo 123”, referência à seção 123 da Lei de Energia Atômica dos Estados Unidos, aprovada em 1954. A norma permite que Washington forneça tecnologia nuclear civil para uso energético ou científico, desde que o país receptor cumpra os padrões da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O acordo também garante aos Estados Unidos o direito de monitorar o material nuclear transferido, com o objetivo de impedir seu uso para fins militares. Washington já assinou instrumentos semelhantes com mais de 25 países, incluindo Brasil, Argentina e México.
Além do acordo nuclear, Washington e Assunção solicitaram uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a Nicarágua. O encontro está previsto para esta quarta-feira (5), na sede da organização.
Paraguai busca estreitar relações com EUA
Durante a assinatura no Departamento de Estado, Rubio elogiou a aproximação entre Washington e Assunção desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Segundo ele, a intensificação das relações entre os dois países no último ano e meio foi “incrível”.
“O que buscamos é uma relação que não apenas continue crescendo, mas que faça parte de algo permanente” e não esteja sujeita a mudanças de governo, afirmou Rubio.
O governo do conservador Santiago Peña, no poder desde 2023, e a administração de Trump ampliaram a cooperação bilateral em diferentes áreas, principalmente na militar. Sancionado pelo presidente paraguaio em 2026, o Acordo do Estatuto das Forças (SOFA) ampliou a participação das forças armadas dos Estados Unidos na América do Sul.
O acordo permite a presença temporária de civis, militares do Pentágono e representantes de empresas dos Estados Unidos no Paraguai. O texto prevê que funcionários do Departamento de Defesa e integrantes das Forças Armadas americanas terão “privilégios, isenções e imunidades” durante atividades relacionadas ao convênio.
Além disso, o convênio ainda autoriza militares e funcionários americanos a ingressarem no país com equipamentos e suprimentos tecnológicos, sem passar por inspeções rigorosas dos órgãos paraguaios de controle.
A aprovação do texto pelo Congresso provocou forte debate e dividiu parlamentares e parte da opinião pública paraguaia. As principais críticas miram os artigos que concedem imunidade diplomática e jurisdição penal externa aos americanos. Para opositores do acordo, esses dispositivos colocam em risco a soberania do Paraguai.
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