Os Estados Unidos vão instalar em Assunção, no Paraguai, um Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL, na sigla em inglês), que atuará no país e servirá de polo regional para coordenar os programas do órgão nas nações do sul do continente. Esta será a primeira representação do INL em território paraguaio.
O Departamento de Estado prepara ainda o envio de um assessor de contraterrorismo à capital do país, encarregado de acompanhar programas novos e em andamento na área. Segundo o órgão americano, será o primeiro posto desse tipo na região.
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Os anúncios constam em um comunicado publicado na quarta-feira (21), após a visita do vice-secretário de Estado, Christopher Landau, ao Paraguai. Em Assunção, ele se reuniu com o presidente Santiago Peña e com o chanceler Rubén Ramírez e liderou uma delegação comercial entre segunda e quarta-feira.
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A nota informa ainda que Washington vai destinar US$ 5,5 milhões em assistência externa para reforçar o combate ao financiamento do terrorismo, responsabilizar narcoterroristas e pôr em funcionamento o novo centro antiterrorismo. Os recursos também vão financiar projetos de segurança nas fronteiras e de análise de provas digitais.
Outros US$ 6,25 milhões serão repassados ao Paraguai em assistência bilateral de segurança para enfrentar o crime organizado transnacional.
Landau e Ramírez assinaram também um acordo de apoio à interceptação aérea, que deve ampliar a capacidade do Paraguai de vigiar seu espaço aéreo contra voos suspeitos de transportar drogas. Esse tratado só vai entrar em vigor depois de uma troca de notas diplomáticas entre os dois países.
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Por fim, Estados Unidos e Paraguai abriram negociações para um acordo de cooperação no uso pacífico da energia nuclear. Se entrar em vigor, ele criará a base legal para que empresas americanas exportem equipamentos e materiais nucleares civis ao Paraguai.
Setor privado
A empresa americana Crusoe e a paraguaia Araico, que desenvolve projetos de energia e infraestrutura, fecharam uma parceria para erguer um complexo de computação de alto desempenho movido pela energia de Itaipu.
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A Crusoe prevê colocar a primeira etapa em operação em meados de 2027, para atender clientes de serviços em nuvem nos EUA e na América Latina. De acordo com o governo americano, o projeto pode estar entre os maiores investimentos privados da história paraguaia.
Outra companhia americana, a Uranium Energy Corp, anunciou um aporte de US$ 12 milhões para desenvolver uma de suas concessões de urânio no país.
Paraguai adere à Pax Silica
Em um segundo comunicado, divulgado nesta sexta-feira (23), o Departamento de Estado informou que o Paraguai se tornou o 26º signatário da Declaração Pax Silica. Os dois países se comprometeram a aproveitar os minerais críticos e a energia hidrelétrica paraguaios para desenvolver infraestrutura de superinteligência nas Américas.
Ramírez assinou o documento em uma cerimônia em Washington, ao lado do subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos, Jacob Helberg.
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Liderada pelos EUA, a Pax Silica é a principal iniciativa do Departamento de Estado em inteligência artificial e segurança das cadeias de fornecimento. A declaração prevê cooperação entre aliados em áreas que vão da mineração e da energia à fabricação de semicondutores, com o objetivo de reduzir “dependências coercitivas”. Na América Latina, Argentina, Chile, Costa Rica, El Salvador e Panamá já fazem parte do grupo.
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