Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?
Entrar

Apropriação cultural: o impacto da mercantilização sobre as tradições indígenas

Líderes indígenas debatem apropriação cultural em Bogotá, destacando a mercantilização de tradições e a necessidade de respeito à ancestralidade.

Telinha
Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
0:00 0:00

Líderes indígenas, como Yásnaya Elena Aguilar Gil e David Hernández, participaram de um evento em Bogotá para discutir a apropriação cultural indevida e a importância de respeitar a cultura ancestral. Aguilar Gil comparou essa apropriação a um ato de violência, afirmando que pegar um elemento cultural é tão perigoso quanto tentar eliminar uma cultura. Ela e Hernández concordam que o intercâmbio cultural é normal, mas a diferença entre isso e a apropriação depende das relações de poder. Durante o evento, tatuadores de várias comunidades indígenas compartilharam suas experiências, destacando a importância dos tatuagens como símbolos de memória e pertencimento. Eles criticaram a mercantilização de elementos culturais, como tatuagens polinesianas e símbolos indígenas em produtos de marcas famosas, chamando essa prática de extractivista. Ambos enfatizaram a necessidade de um consumo consciente, questionando a origem e o significado dos elementos culturais utilizados.

Líderes indígenas, como Yásnaya Elena Aguilar Gil e David Hernández, participaram de um evento em Bogotá, onde discutiram a apropriação cultural indevida e a importância de respeitar a ancestralidade cultural. O encontro, realizado em março, abordou a mercantilização de elementos culturais e suas consequências para os povos indígenas.

Aguilar Gil comparou a apropriação cultural a um ato de violência, afirmando que “tomar um elemento cultural é tão perigoso quanto tentar aniquilar uma cultura”. Ela e Hernández concordam que o intercâmbio cultural é natural, mas a linha entre esse intercâmbio e a apropriação é definida por relações de poder. Para eles, não pode haver colaboração entre opressores e oprimidos.

Durante o evento, tatuadores de diversas comunidades indígenas compartilharam suas experiências e a importância dos tatuagens como símbolos de memória e pertencimento. Michel Guetio, da comunidade Nasa, destacou que seus tatuagens contêm cerca de 7.000 símbolos, dos quais ele conhece apenas uma fração. Kunaq Tahbone, do povo Inupiaq, mencionou o uso de tatuagens para aliviar dores físicas e espirituais.

Os líderes também criticaram a mercantilização de elementos culturais, como os tatuagens polinesianos e símbolos indígenas em produtos de marcas famosas. Hernández afirmou que essa prática é “extractivista” e que a proteção legal existente é insuficiente. Ambos enfatizaram a necessidade de um consumo consciente e político, questionando a origem e o significado dos elementos culturais que são utilizados.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade
Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais