- Kristi Noem voltou a afirmar que a agente do ICE agiu em autodefesa ao atirar e matar uma mulher de 37 anos em Minneapolis, alegando que houve um “ato de terrorismo doméstico”.
- Ela disse não ser contra enviar mais agentes federais a Minneapolis, caso seja necessário para a segurança pública.
- As alegações do DHS de que a vítima teria usado o veículo como arma são contestadas por autoridades locais, pela oposição e por testemunhas, e o vídeo parece mostrar a vítima se afastando do agente.
- O prefeito de Minneapolis criticou a versão oficial, chamando-a de narrativa inadequada, e pediu que as informações sejam tratadas com cautela.
- A delegacia de investigar crimes de Minnesota (BCA) informou que se afasta da apuração, que passará a ser conduzida pelo FBI; Noem afirmou que o BCA não está sem jurisdição.
Kristi Noem reafirmou, nesta quinta, a versão de que o agente do ICE agiu em legítima defesa ao atirar e matar uma mulher de 37 anos em Minneapolis. Ela afirmou ainda que a vítima teria usado o veículo como arma e tentado ferir o agente.
A declaração de Noem ocorreu durante uma coletiva de imprensa em Nova York. A secretária de Segurança Interna sustenta que houve um “ato de terrorismo doméstico” que justificaria a resposta do agente.
Críticas à versão oficial chegam de líderes locais, incluindo o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que chamou a narrativa federal de inadequada após analisar as imagens do incidente.
Foi divulgado que o vídeo mostra o veículo da vítima se afastando do local quando o agente abriu fogo, o que contesta a ideia de que a pessoa estava avançando contra o policial.
Na quarta-feira, o Departamento de Justiça da Dakota do Minnesota informou que o FBI assumiria a investigação, com o BCA recebendo orientação de que perderia o acesso ao material do caso.
A BCA relatou que a transição para a investigação liderada pelo FBI foi marcada por limitações de acesso aos materiais, evidências do local e entrevistas, o que motivou a retirada parcial.
Noem afirmou que o BCA não foi excluído do processo e que o BCA continua sob jurisdição relacionada, mas reconheceu a mudança para o FBI como forma de condução da apuração.
O episódio ocorre em meio a operações de fiscalização de imigração no estado, com alegações de fraudes envolvendo residentes somalis na região, o que elevou o debate sobre o tema.
Democratas de Minnesota pedem a saída de agentes do ICE e a favor de manifestações pacíficas, enquanto a imprensa acompanha as reações em todo o país.
Protestos contra o caso foram realizados em várias cidades, com novas ações previstas em Nova York, Chicago e outras megalópoles, conforme planejaram organizadores.
Questionada sobre o prefeito de Nova York Zohran Mamdani, que classificou o episódio como horrível, Noem disse esperar colaboração para reforçar a fiscalização, mantendo o tom formal da briefing.
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