- Donald Trump prometeu total segurança para as maiores empresas de petróleo na Venezuela, para estimulá-las a investir $100 bilhões na infraestrutura do país.
- Em uma conferência no White House com executivos de Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips, ele disse que a prisão de Maduro cria uma oportunidade histórica para a extração/oil.
- Muitos dos executivos sinalizaram disposição de investir, embora haja ceticismo entre analistas sobre a rapidez do desembolso.
- Os executivos disseram que mudanças no cenário jurídico e comercial seriam necessárias para reinvestir; a Exxon afirmou que hoje o país é “uninvestable”.
- A ConocoPhillips é o maior credor não soberano da Venezuela, com dívida de $12 bilhões; Trump afirmou que o investimento virá das empresas, não do governo, e que haverá proteção governamental.
Donald Trump prometeu às gigantes do petróleo “total segurança” na Venezuela para convencê-las a investir US$ 100 bilhões na infraestrutura do país, após a destituição de Nicolás Maduro. O anúncio ocorreu em uma rodada de imprensa no Salão Oval.
Na reunião, o presidente participou de um almoço com mais de uma dúzia de executivos, incluindo líderes da Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips. Biden aponta que a queda de Maduro abriu uma oportunidade para a extração de petróleo.
Trump afirmou que o investimento virá das próprias petrolíferas, não do governo, e que há proteção e segurança do Estado. Ele citou a possibilidade de mudanças legais para facilitar os negócios.
Analistas questionam a velocidade de tal aporte financeiro, ressaltando que a operação depende de reformas regulatórias e de estabilidade política. O governo americano já sinalizou controle sobre a produção venezuelana.
Reações das empresas
Mark Nelson, presidente adjunto da Chevron, afirmou compromisso com o presente e futuro da Venezuela e possibilidade de aumentar a produção nas joint ventures existentes. AChevron atua com cerca de 3 mil funcionários no país.
Darren Woods, CEO da ExxonMobil, disse que mudanças legais e comerciais seriam necessárias para reinvestir. A empresa considera a Venezuela ainda não atrativa para investimentos no momento.
Ryan Lance, CEO da ConocoPhillips, destacou oportunidade de recuperação rápida da qualidade da indústria venezuelana. A ConocoPhillips detém uma dívida significativa com o governo venezuelano, segundo o discurso de Trump.
A rede de televisão citada pelo planalto descreve Maduro sob tramitação judicial por narco-terrorismo. A White House informou que planeja manter o controle sobre o petróleo venezuelano e negociar volumes com o governo americano.
O contexto internacional aponta excesso de oferta de petróleo global e queda de preços. Os EUA veem potencial ganho energético com a reabertura da Venezuela, desde que haja estabilidade regulatória e segurança jurídica.
A produção venezuelana sofreu retração há anos, em parte devido ao controle estatal e à pouco investimento. Analistas avaliam que novos acordos exigem mudanças estruturais e cooperação entre governos.
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