- Stablecoins facilitaram negociações imobiliárias entre US$ 500 mil e US$ 2,5 milhões nos últimos doze meses no Reino Unido, França e Malta.
- A Brighty brokerou mais de cem operações, conectando clientes de alto patrimônio a transações mais rápidas, sem depender totalmente dos bancos tradicionais.
- Houve queda na dominance do USDC, com investidores passando a usar stablecoins atreladas ao euro (EURC) para evitar custos de câmbio em compras europeias.
- Os valores médios das transações em euros com stablecoins atreladas ao euro subiram de € 15.785 no terceiro trimestre para € 59.894 no quarto trimestre.
- A Brighty atende entre 100 e 150 clientes, com gasto mensal médio de US$ 50 mil; o setor imobiliário europeu passa a adotar cripto como opção de pagamento em meio à hesitação de bancos tradicionais.
O uso de stablecoins movimentou entre US$ 500 mil e US$ 2,5 milhões em transações imobiliárias no Reino Unido, França e Malta ao longo do último ano. A informação vem de relatos sobre o papel da Brighty, app de pagamentos com licença na Lituânia, que intermediou mais de 100 negócios com clientes de alto patrimônio.
Os compradores de alto poder aquisitivo passaram a evitar pipelines bancários tradicionais, buscando transações mais rápidas e simples. A Brighty atua com cerca de 100 a 150 clientes, cujo gasto mensal médio fica em torno de US$ 50 mil, especialmente em imóveis residenciais na Europa.
Euro stablecoins ganham espaço na Europa
Nikolay Denisenko, cofundador e CTO da Brighty, afirmou que transações com criptomoedas trazem vantagens sobre métodos tradicionais como SWIFT. Converter stablecoins em euros reduz atrasos e custos de transferências.
A preferência atual é por stablecoins atreladas ao euro, que substituem a necessidade de conversão de moedas. Antes dominantes, USDC perde espaço para EURC em grandes transações europeias.
Denisenko destacou ainda que o uso de EURC evita custos cambiais, facilitando compras de propriedades na Europa. A Brighty relata aumento significativo no tamanho médio das transações em euros, principalmente em imóveis na Europa.
Mercado imobiliário e ativos digitais
O setor imobiliário mostra maior receptividade a transações com criptomoedas, especialmente onde bancos tradicionais se mostram reticentes. A Brighty está em diálogo com imobiliárias para esclarecer o uso de cripto de origem lícita como forma de pagamento.
Outras referências internacionais incluem a Christie’s International Real Estate, que lançou uma divisão cripto em 2025 após transações relevantes, incluindo uma propriedade de US$ 65 milhões comprada com Bitcoin.
A diversificação de pagamentos ganharam space no Oriente Médio, com a RAK Properties aceitando Bitcoin, Ethereum e Tether via Hubpay, ampliando o acesso a mercados globais.
Dubai planeja tokenizar US$ 16 bilhões em imóveis até 2033, representando cerca de 7% das transações projetadas. O mercado de luxo segue explorando ativos digitais como opção de investimento.
A adoção de cripto também aparece no setor de aluguel de luxo em Londres, com uma transação semanal de Bitcoin de £45 mil realizada pela Knightsbridge Prime Property em 2024.
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