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China elabora plano de 295 bilhões de dólares para centros de dados no país

China planeja investir dois trilhões de yuan em cinco anos para financiar uma rede de centros de dados, com 80% da tecnologia vindo de empresas nacionais

Fábrica de chips OPPO, en China, en 2023.
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  • China planeja investir cerca de dois trilhões de yuanes nos próximos cinco anos em um plano nacional para construir centros de dados pelo país.
  • O projeto envolve destinar o equivalente a 295.000 milhões de dólares para impulsionar o setor de IA e avançar na corrida tecnológica com os Estados Unidos.
  • O plano está sendo elaborado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, com colaboração de outras agências, e prevê uma rede de centros de dados interligados pelo território.
  • A meta é que pelo menos oitenta por cento da tecnologia necessária venha de empresas chinesas, como Huawei, com o objetivo de gradualmente reduzir dependência de Nvidia e AMD.
  • Os centros devem ser majoritariamente gerenciados por grandes operadoras estatais, como China Mobile e China Telecom, com financiamento principalmente via dívida soberana, fundos estatais e empréstimos.

China prepara um plano de 295 bilhões de dólares para construir centros de dados em todo o país. A iniciativa busca impulsionar a IA nacional e reduzir a dependência de tecnologia estrangeira, segundo informações divulgadas pela Bloomberg nesta terça-feira.

O governo chinês estima investir aproximadamente dois trilhões de yuanes nos próximos cinco anos. O objetivo é criar uma rede nacional de centros de dados conectados e fortalecer a indústria de IA para enfrentar a evolução tecnológica dos Estados Unidos.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma é o principal órgão responsável pelo projeto, com participação de outras agências técnicas. Fontes próximas ao plano disseram à Bloomberg que a rede será distribuída por várias regiões do país.

A meta é usar fornecedores locais para pelo menos 80% dos componentes, como servidores, chips e software. Empresas como Huawei aparecem entre os prováveis grandes beneficiários, com a expectativa de reduzir a dependência de Nvidia e AMD no mercado chinês.

A decisão ocorre após restrições impostas pelos EUA, que em 2022 proibiram exportação de certos semicondutores para a China. Em 2025, a administração de Donald Trump autorizou vendas limitadas de chips de IA a alguns clientes chineses, com tarifas.

Espera-se que o plano reduza a participação de fabricantes estrangeiros no ecossistema chinês de IA e estimule a atuação de empresas estatais, como China Mobile e China Telecom, na gestão dos novos centros de dados.

As ações da GDS Holding, fornecedora de centros de dados com sede em Xangai, reagiram positivamente à notícia, registrando ganho de até 9,7% em meio à divulgação. A empresa possui avaliação de cerca de 5,9 bilhões de dólares.

Até o momento, órgãos oficiais de Pequim e veículos estatais não confirmaram as cifras do macroprojeto. A Bloomberg sustenta que o plano ainda está em fase inicial de debate e pode sofrer alterações.

Indícios anteriores apontaram para um objetivo maior: criar um clustre nacional de produção de IA com capacidade de fabricação superior a 100 mil wafers de chips avançados por mês, conforme reportado por veículos chineses.

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