- A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram a operação Sicarius em 9 de junho de 2026 para desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de contrabando de cigarros e agrotóxicos e de lavagem de dinheiro.
- O grupo atuava principalmente na região de Guaíra, no Paraná, na fronteira com o Paraguai, e teria movimentado centenas de milhões de reais por meio de empresas de fachada e contas de terceiros; um doleiro ligado ao esquema movimentou mais de R$ 375 milhões entre 2019 e 2024.
- As atividades teriam causado prejuízos à arrecadação pública, favoreceram concorrência desleal e ampliaram os riscos de circulação de produtos sem controle fiscal e sanitário; os recursos seriam ocultados por mecanismos de lavagem de dinheiro.
- O doleiro investigado controlava contas em nome de laranjas e de empresas de fachada; sozinhas, as contas pessoais atribuídas a ele superaram R$ 114 milhões em movimentações brutas no período analisado.
- A operação cumpre 62 mandados de busca e apreensão, 44 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária em diversos estados; participaram 220 policiais federais, 7 auditores-fiscais e 2 analistas-tributários da Receita Federal.
A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta terça-feira a operação Sicarius para desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de contrabando de cigarros e agrotóxicos, além de lavagem de dinheiro. O foco das investigações é a região de Guaíra, no Paraná, na fronteira com o Paraguai. O grupo era considerado estruturado para ocultar a origem de recursos e atuar de forma articulada.
Segundo as apurações, a atuação envolvia empresas de fachada e contas de terceiros para movimentar milhares de reais. Um doleiro ligado ao esquema movimentou mais de R$ 375 milhões entre 2019 e 2024. As informações indicam impacto na arrecadação pública e na concorrência leal.
A operação resulta de prisões em flagrante relacionadas ao transporte de cigarros contrabandeados, que revelaram indícios de lavagem de dinheiro. A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilos fiscal e bancário dos investigados.
Mandados e abrangência
A ação cumpre 62 mandados de busca e apreensão, 44 de prisão preventiva e 14 de prisão temporária. Os mandados foram distribuídos entre Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Guaíra.
A operação mobiliza 220 policiais federais, sete auditores-fiscais e dois analistas-tributários da Receita Federal. Também foram autorizados procedimentos fiscais em empresas que receberam recursos do doleiro, com o cancelamento de CPFs e CNPJs ligados aos esquemas considerados fraudulentos.
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