- Só o milho-pipoca, Zea mays everta, estoura para virar o snack; os demais tipos não têm esse efeito.
- A casca mais dura e o grão menor do milho-pipoca permitem a explosão ao aquecer, liberando o amido que solidifica ao arrefecer, formando a espuma branca.
- O milho branco, usado na pipoca doce vendida em saquinhos, tem casca menos resistente e não estoura sozinho como snack.
- O milho foi domesticado há mais de dez mil anos no México, a partir do teosinto, e há registros de pipoca há pelo menos sete mil anos.
- A pipoca ganhou popularidade no século XIX, com grelhas em formato de cesta; por volta de 1840 já era comum nos Estados Unidos.
Desvendando o mistério da pipoca: nem todo milho estoura. O grão estoura apenas quando a casca é suficientemente firme para segurar a água interna até a pressão ficar alta o bastante. A água vira vapor e gera a explosão que conhecemos.
Entre as variedades do milho, apenas o milho-pipoca, Zea mays everta, chega a estourar de forma eficiente. Outros milhos, como o doce, verde, mole e dentado, têm usos diferentes e produzem snacks ou ingredientes variados, sem o estouro característico.
Como funciona o estouro do grão? A casca mais dura do milho-pipoca prende o vapor até a alta temperatura. O amido interno gelatiniza e, ao subir a pressão, rompe a casca, expandindo-se rapidamente e formando a espuma branca crocante que comemos.
Origem e curiosidades
O milho foi domesticado há mais de 10 mil anos no México, a partir do teosinto. Registros indicam consumo de pipoca há cerca de 7 mil anos, em celebrações antigas. A pipoca ganhou popularidade no século 19, com inovações na cocção e, nos EUA, tornou-se comum na praça de cinema.
Pipoca no cinema
A pipoca tornou-se símbolo de cinema no século 20, quando métodos de preparo ficaram mais práticos. Grãos estouram em condições de calor elevado, seja em panela de pressão ou em máquinas comerciais, oferecendo um snack rápido e amplamente associado às sessões.
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