- Um grupo de especialistas pediu à Organização Mundial da Saúde que substitua máscaras cirúrgicas por respiradores no ambiente de saúde, alegando proteção inadequada contra doenças com sintomas semelhantes à gripe, incluindo a covid-19.
- Os autores afirmam que não há justificativa racional para usar máscaras cirúrgicas, que teriam proteção insuficiente contra patógenos aérosos, e defendem que profissionais de saúde usem respiradores em atendimento presencial.
- A proposta visa reduzir infecções em pacientes e trabalhadores, além de diminuir afastamentos e burnout na linha de frente.
- A carta, assinada por médicos e cientistas, sustenta que respiradores com alta filtragem não enfrentam o mesmo problema de vazamento de ar que as máscaras cirúrgicas e deveriam virar prática comum.
- A Organização Mundial da Saúde está avaliando as diretrizes de prevenção e controle de infecções para epidemias e pandemias, com possível impacto global e apoio para ampliar o acesso a respiradores.
O grupo de especialistas pediu que a Organização Mundial da Saúde (OMS) revise suas diretrizes de prevenção de infecção. Segundo eles, máscaras cirúrgicas oferecem proteção insuficiente contra doenças respiratórias, incluindo Covid, e devem ser trocadas por respiradores em todas as interações cara a cara com pacientes.
Os autores afirmam que não há justificativa para manter máscaras cirúrgais como padrão. Eles defendem que respiradores com filtragem de partículas pequenas devem se tornar prática comum em ambientes de saúde, com opções disponíveis mesmo em países com menos recursos.
Quem está envolvido
O pedido foi organizado pelo professor Adam Finkel, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, e assinado por sete clínicos e cientistas, com apoio de quase 50 profissionais e mais de 2 mil membros do público.
Quando, onde e por quê
A carta foi divulgada após discussões em um encontro online chamado Unpolitics, voltado a políticas baseadas em evidências. A proposta fomenta mudanças para reduzir infecções, afastamentos e burnout entre profissionais de saúde.
O que muda na prática
Segundo o documento, respiradores devem ser utilizados apenas em ambientes de cuidado direto, com possível flexibilização conforme taxas de infecção comunitária e ventilação do ambiente. A transição gradual estimularia redução de riscos para pacientes e equipes.
Perspectivas e críticas
Especialistas ressaltam limitações de estudos randomizados sobre uso de máscaras. Os autores defendem que testes laboratoriais de filtração são suficientes para embasar a troca por respiradores. A OMS afirmou que avalia as recomendações com base em evidências atuais.
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